Toby corria muito em seu Merces-Benz Classe CLS Coupé, fazia
uma média de 120 km, quando avistou um bloqueio feito por policiais rodoviários
logo à frente.
- Droga – Disse incrédulo.
- Por gentileza senhor, mãos ao volante e apresentação de
documentos do veiculo e habilitação – disse o policial em tom educado, porém
aparentando ser muito novo para a função.
Se havia algo que incomodava Toby era o fato de ser
demandado por algo, ainda mais por pessoas extremamente mais jovens que ele.
- Desculpe senhor Policial, mas como posso colocar as mãos
ao volante e ao mesmo tempo pegar os documentos? Isso me parece meio
contraditório não?
O Policial fez cara de poucos amigos e também um pouco sem
graça e proferiu:
- Senhor, apresente os documentos por favor.
Toby não aceitava o fato de aquilo estar ocorrendo.
- Senhor....Richard – Disse Toby olhando o crachá do
policial – Dê uma olhada neste carro, é um belo carro não?
- Sim senhor, é um belo carro - concordou
- Se você comprasse um carro deste porte e tivesse uma jovem
de 24 anos lhe esperando do outro lado da cidade numa mesa de um restaurante
caríssimo e um pouco entediada lhe mandando whatsapp a cada 5 minutos, o que
você faria.
- Eu voaria com o carro – respondeu
- Bingo! – Disse Toby, acreditando que o jovem Richard havia
caído na conversa fiada dele.
- Mas eu não tenho um carro desse e adivinha, eu sou um
policial, do tipo que adora multar caras que correm com o seu Mercedes pois
precisam chegar ao outro lado da cidade para jantar com uma gostosa.
- Olha, acho que começamos com pé esquerdo Richard, porque
não começamos novamente? – Disse Toby pegando sua carteira no bolso do paletó
Armani recém comprado na cor cinza.
- Por acaso está tentando me subornar ?
- Não, só estou dizendo que não vai querer ver o que tem junto
aos meus documentos no porta-luvas deste carro.
- O Que tem nele?
- Uma arma.
- Como?
- Isso mesmo, eu tenho uma arma com minhas impressões
digitais.
- Senhor chega de brincadeiras, abra as portas e o porta
malas e saia do carro AGORA – disse o oficial Richard em tom alto e áspero.
- Desculpe, mas isso não vai rolar pois tenho um corpo no
porta malas e o sangue já deve ter necrosado, sabe como é, minha esposa não era
muito amistosa quando eu saia com garotas de programas.
O Oficial Richard havia ficado pálido e correu para o carro
de policia do outro lado da via o qual estava seu Chefe e naquele momento o
coordenador da operação que bloqueava a estrada.
- Senhor, há um maníaco ali naquele Mercedes e ele se recusa
a descer do carro e a mostrar os documentos. – Disse Richard enquanto corria em
direção ao carro do chefe de policia.
- Eu não acredito, será que eu devo resolver tudo por aqui?
– Disse o Chefe Wigown abrindo a porta
do carro e deixando a rosquinha que comia em cima do painel do carro.
Após contar sobre a arma e também sobre a velocidade que
Toby dirigia sobreo corpo no porta malas e a arma no porta luvas, Richard e o
Chefe Wigown partiram em direção ao carro de Toby, que continuava imóvel.
- Senhor, tem sido uma noite difícil, e meu menino aqui disse
que há uma arma em seu porta luvas, porque não tira ela e venha conosco à
delegacia?
- Bem senhor Policial, eu adoraria ir até a delegacia com
você, de verdade, mas tenho uma tremenda gata me esperando do outro lado da
cidade, ademais, eu não tenho motivo nenhum para ir até a delegacia com você.
- Poderia abrir o porta luvas?
- Sim, como não, se não se importar de ver alguns
preservativos de hortelã.
O Chefe de policia deu a volta no carro e foi até a janela
do carona para que pudesse ver o que havia dentro do porta luvas do carro.
- Não há nada no porta luvas Richard, apenas os documentos e
alguns preservativos de hortelã.
- Mas ele me disse que... – Antes que Richard pudesse
concluir a frase o chefe Wigown interrompeu.
- Senhor, abra o porta malas.
- Com todo o prazer.
O porta malas era automático, e Toby não titubeou em abrir.
O Chefe Wigown saiu da janela e dirigiu-se ao porta malas, apontando a lanterna
para dentro, com o intuito de verificar a existência de “algum corpo estranho”,
porém não achou nada, apenas um saco de golfe com alguns tacos número 5 e 7.
- Não há nenhum corpo aqui no porta malas Richard, que
diabos você andou fumando?
- Você disse corpo?Eu ouvi corpo? Estão me chamando de
assassino? – Disse Toby, fazendo o teatrinho básico.
O Chefe Wigown olhou furioso para Richard.
- Bom primeiro vocês disseram que eu tinha uma arma no meu
porta luvas, o que não aconteceu, agora vocês me acusam de ter um corpo no meu
porta malas? Em que mundo vocês vivem? Só faltam me dizer que eu estava correndo
em alta velocidade nesta estrada escura e perigosa. Eu não acredito no que está
acontecendo, vou processar vocês e o Estado, ao menos que me deixem ir agora.
O Chefe Wigown, ainda furioso com seu assistente não viu
outra alternativa senão:
- Nos desculpe pelo transtorno senhor, estamos apenas
fazendo o nosso serviço, espero que nos entenda, pode seguir, tenha uma boa
noite.
- Acho melhor você trocar de assistente senhor Policial,
este pessoa da geração Y não sabe o que quer.
Iends estava parado no ponto de Taxi em que trabalhava,
lendo jornal e tomando um delicioso café com creme duplo.
- Bom dia! – disse a jovem moça ao entrar em seu taxi e
sentando-se no banco de trás. A moça aparentava ter seus 22 anos, loirinha de
cabelos curtos e vestia um short jeans curto típico daqueles usados por top
models no verão.
- Bom dia! – respondeu Iends olhando no retrovisor – Para
onde vamos?
- Hotel Sheraton – respondeu a jovem que começava a tirar
sua blusinha e colocar dentro da mala
Iends observavam que a moça não só colocou a blusinha dentro
da mala, como também começou a tirar os sapatos – Tudo bem – pensou ele.
- Pode se livrar disso pra mim? – disse a jovem entregando
seu par de sapatos.
- ahaan claro –disse Iends sem entender
- E isso também – disse ela jogando as meias no rosto de
Iends.
“Bom, pelo menos ela não tem chulé” – pensou Iends.
Quando Iends se deu conta a garota estava apenas de calcinha
e sutien no banco de traz do carro –
Obrigado Deus – disse Iends em tom baixo.
A garota começou a se vestir novamente, porém agora com uma
roupa mais formal, com um sobretudo vermelho que ia até os pés e uma sandália
de couro. Iends se conteve e não fez qualquer tipo de comentário.
Após alguns minutos, Iends encostava seu carro na área de
desembarque do Hotel.
- Muito obrigada, aqui está o seu adiantamento.
- São U$ 200,00 – Disse Iends segurando o dinheiro entregue.
- Sim, demorarei cerca de duas horas, quero que me espere
aqui quando eu voltar.
- Seu desejo é uma ordem.
- Eu sei! – respondeu ela dando um sorrisinho de canto de
boca.
Quando ia descendo, Iends não se conteve:
- Desculpe me intrometer mas...você não vai vestir nada por
baixo deste sobretudo?
- Não há necessidade, acredite.
- Está atrasado, como sempre, Toby.
- Sim, eu sei, mas tenho uma boa explicação – disse Toby
sentando-se na mesa redonda do restaurante francês localizado no centro da
cidade, cujo o chefe era um dos mais renomados do país.
- Pode começar sua desculpas agora ou é melhor eu pedir um
vinho?
- Podemos pular pra parte que nós saímos daqui e vamos para
minha casa?
- Você continua o mesmo – disse a moça morena de olhos
verdes que usava um vestido preto e um colar de perolas negras caríssimos, seu
nome era Samantha.
- Bem, você sabe, em
time que se ganha não se mexe.
- E o que você tem ganhado Toby? Algum marido endiabrado na
sua casa armado no domingo a noite? Já sei, um filho desconhecido de uma
relação não muito duradoura de sua parte que aconteceu em Paris alguns anos a
tarde.
- Sabe que isso não é verdade, bom pelo menos a parte do
filho em Paris.
A moça sorriu e emendou – Você continua o mesmo idiota Toby,
isso é o que me faz sempre te procurar.
- Bom, garanto que devem haver outros cem idiotas querendo
sair com você.
- Como você disse, são todos idiotas, não um idiota
charmoso.
- Acho que isso me faz ganhar algum bônus na nossa noite,
não?
- Que tipo de bônus?
- Tenho o direito de escolher terminar a noite na minha
casa.
- Isso não vai acontecer Toby, as coisas estão diferentes
agora.
- Como?
Samantha pegou suas duas mão e sobrepôs nas mãos de Toby,
olhou nos olhos dele e soltou as palavras que todo homem teme receber de um
possível affair, o que poderia estragar a sua noite de diversão inteira.
- Estou grávida Toby.
Toby parou alguns minutos, olhou para o ventre de Samantha e
proferiu seu espirito de porco.
- Bom, parece pior nos filmes eróticos.
- Você nunca se coloca numa posição séria Toby?
- Isso não é um motivo para ficar sério, isso é
maravilhos...espera...este bebê...por acaso?
- Não Toby, ele não é seu.
Toby nunca sentiu um alivio tão grande, mas não podia deixar
de saber quem era o azarado ou sortudo, pois
Samantha era uma linda mulher e
muito sociável.
- E quem...
- Senhor Anderson Pauklens.
- Que espécie de nome é esse Russo?
-Descendente.
- Bravo?
- Muito.
- Sabe que está aqui?
- Não
- Porque está aqui?
- Preciso desabafar.
Era um contrario senso uma moça daquelas procurar Toby para
desabafar algo que ele realmente não tinha expertise nenhuma para opinar ou
ajudar a velha “amiga”.
- Comigo?
- Sim
- Acho que vou precisar de mais vinho – disse Toby olhando
para os lados buscando o garçon.
- Toby, você é o único que eu sei que não diria as coisas
apenas para me proteger ou me fazer sentir bem,
pois você é...VOCÊ.
- Bom, se eu sou eu pra você, então saberia que ao menos que
eu não quisesse levar você pra cama, eu não viria para este jantar.
- Eu sei disso Toby, por isso estou aqui.
Após duas horas, Iends estava no local combinado aguardando
a jovem moça retornar. Após uns 5 minutos ele avistou na direção de seu carro,
mas algo parecia errado.
Ao abrir a porta traseira e entrar no veiculo, Iends
constatou que a moça estava chorando e que sua maquiagem estava borrada e
continha alguns arranhões no pescoço e que apesar de serem quase 2:00am ela
continuava a usar óculos escuros.
- O que houve? – disse Iends voltando seu tronco para a
parte de tras do taxi.
- Por favor, apenas me tire daqui – disse a moça chorando.
- Não, quem fez isso com você? Seu marido?
Ela então deixou de olhar para a janela e encarou Iends de
forma séria.
- Não, eu não tenho Marido, apenas dirija.
- Então quem fez isso? Algum marmanjão da sua idade? Pois eu
vou lá acabar com a raça dele agora mesmo e...
- Não...isso é meu trabalho.
- Como?
- Sim
-Mas..
- Apenas me tire daqui.
Após não muito esforço por parte de Toby, ambos se
encontravam dentro de seu Mercedes indo em direção à casa de Toby.
- É muito estranho não acha?
- Sim, esta avenida sempre tem muitas garotas de programas.
- Não é isso, eu digo, mesmo após tanto tempo, eu gravida,
lhe encontrar e agora estamos indo para sua casa.
- O que dizer, a boa filha a casa torna.
- Ele é louco Toby. Somos noivos, mas não me sinto a vontade
como me sinto com você, isso me intriga.
- Só para constar, não é muito bom trocar um louco por
outro.
- Mas você é um louco bom.
- Não foi o que disseram as ultimas três garotas que com
quem me envolvi.
- Este é seu problema, você não se importa.
- É claro que me importo, digo, você não esta bem e eu vou
ajudar você – disse ele sarcasticamente.
Samantha apenas olhou para o vidro da frente seguindo os
olhos pela estrada.
- Não se preocupe, eu só quero me sentir desejada de novo
Toby, depois prometo que sumirei da sua vida pra sempre.
- Bom não é muito difícil você ser desejada, pelo menos deste
lado da cidade.
- Você não entende, meu noivo começou a confundir as coisas.
- Ele é gay?
- Não, antes fosse, ele apenas descobriu o outro lado de um
relacionamento, e tudo isso por minha culpa.
- O que quer dizer?
- Eu resolvi apimentar a relação, você sabe, estávamos
desgastados, tentamos varias coisas, mas uma coisa em especial mexeu com ele.
- E o que era?
- A dor.
- Bom, isso não é todo ruim, você também curte dor comigo,
se é que me entende.
- Sim, mas o problema é o seu noivo começar a dar mais valor
para a dor do que o amor entende? Não sei como isso vai ser daqui pra frente
agora que temos um filho.
- Não acho que ele deixaria seu filho entrar na brincadeira
uma vez que ele não aguentaria a pressão não?
- Haha você não tem jeito, mas você entendeu o que eu quis
dizer.
Iends não podia deixar aquela moça ir sozinha para casa
naquele estado de espirito que como todo bom homem faria naquela situação,
levou-a para seu apartamento.
- Sente-se, vou pegar o kit primeiro socorros.
- Obrigada, também aceito algo para beber, algo forte de
preferencia.
- Sim, temos whisky , quero dizer, Toby tem Whisky em algum
lugar.
Iends retornou com alguns minutos depois com um copo de
whisky com gelo e o kit de primeiros socorros.
- Eu não perguntei seu nome.
- Trix, pode me chamar de Trix.
- Muito prazer Trix, não vai perguntar o meu?
- Não, não será necessário.
O que tem de linda tem de rude, uma pena – pensou Iends.
- Bem isso vai arder um pouco – disse Iends limpando os
arranhões de Trix.
- Eu estou acostumada com a dor.
- Está?
- Sim, posso lhe ensinar se quiser.
- Como? Vai me dar um treinamento do tipo Kill Bill?
- Não, vou fazer melhor, vou fazer isso – e Trix deu um tapa
no lado direito de Iends.
Iends ainda ajoelhado e
com lenços na mão ficou olhando para a cara de Trix.
- Me ensine o que é dor Trix.
Já estacionados na garagem do prédio de Toby, o clima havia
esquentado e Toby não conseguia contar suas mãos sobre as curvas daquela morena
espetacular.
- Espere aí...
- Sim – disse Samantha esbaforida e sem entender porque Toby
havia parado de repente.
- Bom, se o seu noivo tem aceitado o masoquismo como meio
alternativo para salvar o seu casamento...será que ele aceitaria um ménage?
- Toby por favor – disse Samantha sorrindo enquanto ele
beijava seu pescoço.
- Venha, vamos acabar logo com isso – desceram do carro,
pegaram o elevador num clima mais ardente do que o sol do deserto até chegarem
no andar do apartamento.
- Tem alguém em casa? – perguntou Samantha incrédula.
- Não, Iends está trabalhando e Nick está fora da cidade
para um evento Nerd fora da cidade.
Ao abrir a porta Toby notou que estavam todas as luzes
apagadas, achou estranho, já que sempre deixava a luz a abajour acesa.
Para sua surpresa ligou a luz geral e o clarão se fez de uma
forma que o olhos doíam. Após, retomar a visão normal, Toby e Samantha viram
Iens amarrado na mesa de jantar da sala com algumas velas apagadas em torno de
seu corpo. Ele estava semi-nu e com uma mordaça na boca.
- Mas que diabos é
Iends? Não deveria estar trabalhando?
- uuuuuhnnnnn uhnnnnnnnnnnnn uhunnnnnnnnnnnn – respondeu
Iends.
Uma voz feminina ecoou vindo da cozinha.
- Achei o isqueiro, agora você vai ver o que é dor seu
danadinho – Trix apareceu na sala segurando um isqueiro e algo que se parecia
com um chicote improvisado.
Samantha não sabia o que fazer, se devia ir embora ou
permanecer alí, achava aquilo tudo muito engraçado, já que o corpo de Iends era
ridiculamente magro e branco.
Trix tirou a mordaça da boca de Iends que olhava para Toby
que olhava para as curvas de Trix que olhava para Samantha, que olhava para
Toby com raiva.
- Não é o que está pensando Toby – Tentou Iends.
- Ah, não? E o que é então Iends?
- OK, é o que você está pensando.
Após aqueles segundos em silencio, a campainha do
apartamento toca desesperadamente por três vezes seguidas.
- Está esperando mais alguém para sua festinha senhor Sado?
– disse Toby em direção à Iends.
- Não que eu saiba.
Toby voltou-se para a porta e olhou no olho mágico e abriu a
porta. Um homem relativamente alto e forte entrou no apartamento sem nem mesmo
ser convidado. Ficando no meu da sala ele disse com um sotaque extremamente
Russo:
- Onde está ele? Cadê aquele desgrrrrrrrrrraçado?
- Anderson? – Disse Samantha
- Samantha? – Disse Toby
- Anderson? – Disse Samantha
- Trix? – Disse Anderson
- Anderson? – Disse Trix
Todos olharam para Iends que permanecia amarrado a mesa.
-...Trix? – Sem saber o que falar.
- Alguém poderia me explicar o que está acontecendo aqui?
Não que eu não esteja gostando.
- Anderson é meu noivo – Disse Samantha.
- Anderson é meu cliente – Disse Trix
- Trix é bem gata e bem...estou saindo com Samantha – disse
Toby
Todos olharam para Iends que estava inerte e para não ficar
pra trás:
- Trix é minha...passageira.
Anderson não se conteve e tentou partir pra cima de Toby,
mas foi contido por ambas as moças.
- Iends, é uma boa hora para você levantar seu traseiro e me
ajudar aqui.
- Bom, eu não posso porque a garota que pode me desamarrar
está segurando o cara que quer te bater,
por conta provavelmente de mais um
problema que você se meteu por conta da um rabo de saia.
- Como chegou até aqui? Perguntou Samantha a Anderson
- Eu coloquei um detetive atrás de você, sabia que havia
algo de errado
- E como chegou aqui tão rápido? Continuou a noiva
desesperada.
- Porque ele estava num hotel comigo – disse Trix
- Como? Disse Iends
- Como ? – Disse Samantha
- Como? Disse Toby
- O homem que me agrediu, foi ele – disse Trix olhando para
Iends – Na verdade Anderson já é cliente por um tempo, costuma frequentar a
casa que trabalho.
- Casa?
- Sim, trabalho numa casa de sadomasoquismo perto do centro.
- Oh Deus – como você conseguiu Iends? – Disse Toby
- É uma longa história.
- Bom, acho que já temos o suficiente por hoje e se me derem
licença eu preciso dormir, pois trabalho
amanhã e os senhores deveriam fazer o
mesmo – disse Toby tentando esquivar-se da pressão.
- Eu vou fazer você dormir eternamente seu monte de merd...
– Disse Anderson partindo novamente pra cima de Toby, que se escondia no outro
lado do sofá.
- Ok – Disse Toby – Tenho uma sugestão – em tom apaziguador.
Todos pararam por alguns instantes quando Toby continuou:
- Alguém curte Menage?
- Hora seu... – Disse Anderson sem se conter e partindo com
toda a sua fúria pra cima de Toby.
- Pare aí – Ecoou a voz de Trix por cima do ombro de
Anderson – Caso você continue com isso chamarei
a policia e direi o que fez
comigo hoje a noite.
Anderson se conteve e baixou os punhos – Desta vez você
escapou tampinha, mas se aparecer na minha frente de novo, juro que vai querer
nunca ter nascido com um saco entre as pernas.
Anderson deixou o apartamento, seguido de Samantha.
- Tem certeza? – disse Toby a Samantha.
- É o certo Toby , ele ainda não sabe.
Ambos olharam-se por dois segundos e Samantha deixou o
apartamento.
- E lá se vai mais uma memorável – pensou Toby
- Que noite, não? Interrogou Trix.
- Me diga Trix, onde fica o seu trabalho mesmo? – disse Toby
pegando nas mão de Trix e saindo com ela em direção à porta e apagando a luz.
- Pessoal? Hey, pessoal? Vão me deixar aqui? Isso não é
justo, porque sempre comigo? – Disse Iends ainda amarrado.